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Η Ακαδημία Αθηνών το 2013· η Ακαδημία απένειμε έπαινο στη Μελισσάνθη το 1936. Σύγχρονη φωτογραφία του κτηρίου, όχι πορτρέτο της ποιήτριας.
Η Ακαδημία Αθηνών το 2013· η Ακαδημία απένειμε έπαινο στη Μελισσάνθη το 1936. Σύγχρονη φωτογραφία του κτηρίου, όχι πορτρέτο της ποιήτριας. · A.Savin · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

C1Grécia moderna · Poetisa · tradutora

Melissanthi

Μελισσάνθη

1907 – 1990 · Atenas

Melissanthi foi o pseudónimo de Ivi Kougia-Skandalaki, poetisa, tradutora e crítica ateniense que publicou o primeiro livro, Φωνές εντόμου (Vozes de Inseto), em 1930. Em seis décadas passou de uma poesia religiosa em métrica tradicional ao verso livre sobre a fé e a angústia humana, e ganhou o Prémio Estatal grego de Poesia. Os seus títulos simbólicos oferecem uma entrada concisa na imagem e na metáfora em grego.

A vida

Melissanthi nasceu em Atenas como Ivi Kougia. A maioria dos registos de bibliotecas indica abril de 1907 como data de nascimento, embora algumas obras de referência digam 1910. Estudou filologia francesa e alemã no Instituto Francês e na Abendschule (escola noturna) de Atenas, frequentou a Escola de Jornalismo de Atenas do pré-guerra e formou-se também em música, pintura e dança. Em 1932 casou com Ioannis Skandalakis, advogado, político e autor de ensaios filosóficos, e surge muitas vezes como Kougia-Skandalaki. Em letras latinas, o seu nome aparece como Ivi, Eve ou Hebe.

Ganhou a vida como jornalista e professora de francês. De 1945 a 1955 colaborou nos programas literários da rádio nacional, apresentando poesia grega e estrangeira, bem como obra própria. Escreveu também crítica e ensaios filosóficos e traduziu poesia; Emily Dickinson, Robert Frost e Rainer Maria Rilke estão entre os poetas que terá traduzido. Foi membro da Companhia Literária Feminina (Γυναικεία Λογοτεχνική Συντροφιά) de 1961 a 1972 e integrou a comissão dos Prémios Estatais de 1969 a 1975.

Um artigo de homenagem do crítico Dimitris Karamvalis, publicado em 1992, data a sua morte de sexta-feira, 9 de novembro de 1990, e os registos de autoridade das bibliotecas também indicam 1990. Algumas obras de referência posteriores indicam 1991.

A obra

Melissanthi estreou-se em 1930 com Φωνές εντόμου (Vozes de Inseto), e um ano depois Προφητείες (Profecias) foi saudado como o acontecimento literário do ano. Estes primeiros livros são religiosos, até místicos, e próximos do simbolismo. A Ο γυρισμός του ασώτου (O Regresso do Filho Pródigo, 1936), um poema com a extensão de um livro cujo título lembra a parábola do Evangelho, seguiu-se em 1936 um louvor da Academia de Atenas. Λυρική εξομολόγηση (Confissão Lírica, 1945) recebeu uma menção honrosa no Prémio Palamas e, mais ou menos a partir desse ano, passou gradualmente da métrica tradicional para o verso livre, renovando também temas e linguagem.

Entre os livros posteriores contam-se Το ανθρώπινο σχήμα (A Forma Humana, 1961) e Το φράγμα της σιωπής (A Barreira do Silêncio), que ganhou o segundo Prémio Estatal de Poesia em 1965. A sua poesia reunida, Τα ποιήματα 1930–1974 (Poemas 1930–1974), foi recenseada em 1976, o ano em que recebeu o primeiro Prémio Estatal de Poesia. A crítica situa a sua obra entre a fé religiosa e a angústia existencial. A sua tradutora Kathryn Maris nota que durante algum tempo se sentiu desfasada da cultura de meados do século, deixou de escrever e voltou-se para Carl Jung; os poemas seguintes são mais ontológicos do que religiosos. Melissanthi descrevia o seu método com simplicidade: falava indiretamente, com símbolos alegóricos. Os seus títulos mostram esse método em miniatura.

O legado na Grécia de hoje

Melissanthi está menos traduzida do que Seferis, Elytis ou Ritsos, mas não desapareceu. Uma seleção bilingue, Hailing the Ascending Morn, preparada por Maria Voelker-Kamarinea, saiu em 1987; a revista Πάροδος publicou em 2004 um poema e a sua conversa com a poetisa Yolanda Pengli; e em 2025 surgiram novas versões inglesas de Kathryn Maris em The Yale Review. Uma tese da Universidade de Atenas estudou a sua poética. Experimente um pequeno exercício com os seus títulos: pegue em Το φράγμα της σιωπής (A Barreira do Silêncio) e escreva uma frase em grego que explique a imagem, por exemplo Η σιωπή γίνεται τοίχος ανάμεσα στους ανθρώπους (O silêncio torna-se um muro entre as pessoas). Depois faça o mesmo com Φωνές εντόμου. Estas frases são interpretações suas, não versos dos poemas dela.

Sabia que…?

  • O seu pseudónimo Μελισσάνθη evoca as palavras gregas μέλισσα (abelha) e άνθος (flor).
  • Recebeu tanto o segundo Prémio Estatal de Poesia (1965) como o primeiro (1976).
  • Durante dez anos, de 1945 a 1955, apresentou poesia na rádio nacional grega.
  • O ciclo de canções de Manos Hadjidakis Η εποχή της Μελισσάνθης (A Época de Melissanthi) tem o seu pseudónimo, mas a sua Melissanthi é uma figura simbólica, e o compositor dedicou a obra à memória da mãe.

Obras principais

Título gregoTítuloAno
Φωνές εντόμουVozes de Inseto1930
ΠροφητείεςProfecias1931
Ο γυρισμός του ασώτουO Regresso do Filho Pródigo1936
Λυρική εξομολόγησηConfissão Lírica1945
Το φράγμα της σιωπήςA Barreira do Silêncio1965
Τα ποιήματα 1930–1974Poemas 1930–1974 — poesia reunida1976

Uma frase para reter

Μιλάω έμμεσα, με σύμβολα αλληγορικά.

Miláo émmesa, me símvola alligoriká.

Falo indiretamente, com símbolos alegóricos.

Μελισσάνθη, για την ποίησή της· παρατίθεται στο άρθρο του Κυριάκου Αμανατίδη «Νεοελληνική Λογοτεχνία – Μελισσάνθη», Νέος Κόσμος, 27 Ιουλίου 2023
C1

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Palavras do texto

  • metáfora
  • obstáculo
  • insinuo
  • angústia
  • verso
  • formulo
  • existencial
  • alegórico

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