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Η ηθοποιός Κυβέλη σε ελαιογραφία του Νικολάου Λύτρα (περ. 1920), Εθνική Πινακοθήκη
Η ηθοποιός Κυβέλη σε ελαιογραφία του Νικολάου Λύτρα (περ. 1920), Εθνική Πινακοθήκη · Nikolaos Lytras · Public domain · Wikimedia Commons

C1Grécia moderna · Atriz de teatro

Kyveli

Κυβέλη

1888 – 1978 · Atenas

Kyveli (Κυβέλη Αδριανού, 1888–1978) foi uma atriz grega de teatro cuja carreira durou cerca de sessenta e cinco anos. Estreou-se ainda adolescente em 1901 com a Nea Skini de Konstantinos Christomanos, dirigiu depois a sua própria companhia e ficou famosa como a Nora de Ibsen. Com mais de sessenta anos triunfou no Teatro Nacional como a condessa Valerena de Xenopoulos. Os seus programas e elencos preservados abrem um acesso direto ao vocabulário grego do teatro.

A vida

Kyveli nasceu em 1888. O seu nome completo aparece registado como Kyveli Adrianou ou Andrianou, mas o público grego conhecia-a simplesmente pelo nome próprio. Em menina teve aulas de dicção e, antes de completar quinze anos, inscreveu-se na recém-fundada escola de arte dramática do Teatro Real de Atenas, que logo fechou. Foi então contratada pela Nea Skini (Nova Cena) de Konstantinos Christomanos, uma companhia que encenava drama europeu e grego moderno. Em dezembro de 1901 interpretou a jovem Hedvig em O Pato Selvagem de Ibsen; o pai de Hedvig era o ator Mitsos Myrat, com quem mais tarde teve uma filha, a atriz Miranda Myrat.

Em 1908 já dirigia a sua própria companhia, o Θίασος Κυβέλης Αδριανού (Companhia de Kyveli Adrianou), que atuava em Atenas, noutras cidades gregas e em comunidades gregas no estrangeiro, incluindo Constantinopla e o Egito. Ela e Marika Kotopouli eram as grandes atrizes da sua época e disputavam cada nova peça de Grigorios Xenopoulos. Em 1917, durante o Cisma Nacional, as autoridades monárquicas afastaram-na do Teatro Real por apoiar Eleftherios Venizelos. A relação com o político Georgios Papandreou trouxe-lhe um filho e, no final dos anos 1920, um casamento que terminou em separação no final dos anos 1940.

Depois da Segunda Guerra Mundial entrou para o Teatro Nacional, onde interpretou papéis principais de 1951 a 1967. Morreu a 26 de maio de 1978.

A obra

A arte de Kyveli vivia no palco, por isso a sua obra sobrevive em programas, fotografias, críticas e registos de espetáculos e não em livros. A base de dados IbsenStage da Universidade de Oslo regista-a em quarenta e oito representações de Ibsen entre 1901 e 1930. Depois de Hedvig interpretou Thea Elvsted e mais tarde a própria Hedda em Hedda Gabler, Regine em Espectros e, acima de tudo, Nora em Casa de Bonecas, papel que representou de 1907 a 1930 em Atenas, no Pireu, em Volos e noutros lugares. As peças gregas eram igualmente centrais: o obituário do To Vima de 1978 refere entre os seus êxitos Φωτεινή Σάντρη (Fotini Sandri) e Πειρασμός (A Tentação) de Xenopoulos.

A fase final da carreira está documentada em pormenor no arquivo digital do Teatro Nacional. Em 1951 foi Lady Pitts em Daphne Laureola de James Bridie, traduzida por Nikos Gatsos. A 4 de março de 1953 estreou-se como a condessa em Το μυστικό της κοντέσσας Βαλέραινας (O Segredo da Condessa Valerena) de Xenopoulos, com encenação de Alexis Solomos. Montada como homenagem ao autor, falecido em 1951, a produção foi um grande êxito. Regressou ao papel em 1961, em digressão por Lamia, Patras, Volos, Ioannina e Rodes, e em Nicósia em 1967. Foi ainda Arkadina em A Gaivota de Tchékhov (1957), a Tia em Dona Rosita de Lorca (1959), com música de Manos Hadjidakis, e a velha prioresa Madame de Croissy em Diálogos das Carmelitas de Bernanos (1962).

O legado na Grécia de hoje

Kyveli é lembrada como uma das atrizes que moldaram a interpretação grega moderna. Uma estátua da escultora Natalia Mela (1992) ergue-se em Atenas, e a pintura A Atriz Kyveli (c. 1920) de Nikolaos Lytras pertence à Pinacoteca Nacional. Em Ermoupoli, na ilha de Siros, o Instituto Kyveli, orientado pela sua bisneta Valentini Potamianou, guarda roupas, cartas e fotografias suas, e a série da ERT Φλόγα και Άνεμος (Chama e Vento) levou a sua história à televisão. Para praticar, abra o programa da sua companhia de 1910 na Wikimedia Commons. Leia ΘΙΑΣΟΣ ΚΥΒΕΛΗΣ ΑΔΡΙΑΝΟΥ e ΤΙΜΗΤΙΚΗ ΠΑΡΑΣΤΑΣΙΣ e reescreva a forma antiga em grego atual: τιμητική παράσταση (récita de homenagem). Depois procure o elenco (διανομή) de 1953 no arquivo do Teatro Nacional e diga quem interpreta quem: Η Κυβέλη υποδύεται την κοντέσσα Βαλέραινα (Kyveli interpreta a condessa Valerena).

Sabia que…?

  • Angelos Sikelianos, mais tarde um poeta célebre, teve um pequeno papel no mesmo Pato Selvagem de 1901 em que ela foi Hedvig.
  • Em março de 1904 a Nea Skini levou essa produção, com ela como Hedvig, ao teatro Apollon de Ermoupoli, a cidade de Siros que hoje acolhe o Instituto Kyveli.
  • As suas últimas récitas registadas com o Teatro Nacional, como condessa Valerena, realizaram-se em Nicósia, Chipre, em março de 1967.

Obras principais

Título gregoTítuloAno
Η αγριόπαπιαO Pato Selvagem — Hedvig, Nea Skini1901
Το κουκλόσπιτοCasa de Bonecas — Nora1907
Το μυστικό της κοντέσσας ΒαλέραιναςO Segredo da Condessa Valerena — a condessa, Teatro Nacional1953
Ο γλάροςA Gaivota — Arkadina1957
Δόνα ΡοζίταDona Rosita — a Tia1959
Διάλογοι καρμηλιτισσώνDiálogos das Carmelitas — Madame de Croissy1962

Uma frase para reter

Η ζωή είναι χαρά. Δεν είναι χρέος.

I zoí íne chará. Den íne chréos.

A vida é alegria. Não é um dever.

Κυβέλη, φράση που θυμάται η δισεγγονή της Βαλεντίνη Ποταμιάνου, συνέντευξη στη Νατάσα Καρυστινού, Athens Voice, 28 Σεπτεμβρίου 2022
C1

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Palavras do texto

  • companhia de teatro
  • elenco
  • interpreto (um papel)
  • espetáculo
  • papel
  • interpreto
  • disputo
  • sóbrio, simples

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