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C1Grécia moderna · Romancista, dramaturgo

Angelos Terzakis

Άγγελος Τερζάκης

1907 – 1979 · Náuplia; Atenas

Angelos Terzakis (Άγγελος Τερζάκης, 1907–1979), nascido em Náuplia, foi um dos romancistas centrais da Geração grega de 30 e uma figura de proa do teatro. Os seus romances, de Η μενεξεδένια πολιτεία (A Cidade Violeta) a Δίχως Θεό (Sem Deus), exploram a inquieta vida interior da classe média ateniense, enquanto Πριγκηπέσσα Ιζαμπώ (A Princesa Isabeau), romance histórico da Moreia franca, continua a ser um dos romances gregos mais lidos do século.

A vida

Terzakis nasceu em Náuplia a 16 de fevereiro de 1907, na antiga capital da Grécia, com as suas fortalezas venezianas e as suas memórias de 1821, e a história em camadas da cidade acompanhou-o sempre. A família mudou-se para Atenas em 1915; aí terminou a escola, estudou Direito na Universidade de Atenas e começou a publicar muito novo: a sua primeira coletânea de contos, Ο ξεχασμένος (O Esquecido), saiu em 1925, quando tinha dezoito anos.

Nos anos 1930 tornou-se um dos principais prosadores da Geração de 30, ao lado de Kosmas Politis, Giorgos Theotokas e Stratis Myrivilis, os escritores que queriam trazer para o grego o romance europeu moderno, com a sua psicologia e as suas cidades. Escreveu também para o palco e, de 1937 a 1975, serviu o Teatro Nacional numa série de cargos: secretário, diretor de repertório, diretor artístico e diretor-geral, escolhendo peças e moldando durante décadas o gosto do público grego. A partir de 1950 ensinou também história do teatro na sua escola de arte dramática.

Combateu na guerra greco-italiana de 1940–41, que o marcou profundamente, e em 1964 escreveu uma vasta história dessa campanha. Jornalista e ensaísta prolífico, escreveu durante décadas na imprensa ateniense sobre literatura, história e o sentido da identidade grega. A Academia de Atenas atribuiu-lhe o seu Prémio de Letras em 1969, e em 1974 foi eleito membro da Academia de Atenas. Morreu em Atenas a 3 de agosto de 1979.

A obra

Os romances de Terzakis sobre a vida contemporânea são retratos de uma geração sem certezas. Δεσμώτες (Prisioneiros, 1932) e Η παρακμή των σκληρών (O Declínio dos Duros, 1933) acompanham jovens atenienses da classe média presos no tédio e na decadência familiar. Η μενεξεδένια πολιτεία (A Cidade Violeta, 1937), cujo título toma emprestada a antiga imagem de Atenas «coroada de violetas», é um retrato da cidade do entre-guerras, com a atmosfera sombria e os heróis encurralados e sem dinheiro típicos dos seus romances urbanos. Δίχως θεό (Sem Deus, 1951) é o seu romance mais ambicioso, uma busca de sentido num mundo sem certezas.

O seu maior êxito popular, porém, é histórico. Πριγκηπέσσα Ιζαμπώ (A Princesa Isabeau, 1945) passa-se no Peloponeso do século XIII, a Moreia dos príncipes francos depois da Quarta Cruzada, onde gregos e cavaleiros ocidentais lutam, casam e se traem. A história centra-se na revolta de gregos e eslavos de 1293, que tomou o castelo franco de Kalamata, e no amor entre Isabeau, filha do príncipe Guilherme II de Villehardouin, e o chefe rebelde Nikiforos Sgouros; através dela Terzakis pergunta o que significa ser grego entre o Oriente e o Ocidente, e o livro, publicado em 1945, logo após a Ocupação, foi lido como uma meditação sobre a identidade nacional num tempo de derrota.

As suas peças, muitas delas dramas históricos, incluem Αυτοκράτωρ Μιχαήλ (O Imperador Miguel, 1936), e nos últimos anos escreveu a grande obra histórica Ελληνική εποποιία 1940–1941 (A Epopeia Grega 1940–1941). O seu estilo é denso, musical e reflexivo, rico em frases longas e questões morais.

O legado na Grécia de hoje

Comece por Πριγκηπέσσα Ιζαμπώ: é constantemente reeditado e é o livro que os gregos mais velhos se lembram de ter lido na adolescência. É também um ótimo companheiro para uma viagem aos castelos francos do Peloponeso, Chlemoutsi, Mistra ou Karytaina. Quem preferir a cidade moderna pode experimentar Η μενεξεδένια πολιτεία, retrato da Atenas do entre-guerras, que a televisão pública grega adaptou em série em 1975. Em Náuplia, um busto de bronze seu ergue-se perto da igreja de Agios Spyridon, e a rua da casa da família tem o seu nome. Páginas da sua prosa figuram nas antologias escolares gregas de literatura moderna, e as histórias literárias situam-no no coração da Geração de 30. O Teatro Nacional, que serviu durante quase quarenta anos, recorda-o como um dos arquitetos do seu repertório.

Sabia que…?

  • Publicou o seu primeiro livro de contos aos dezoito anos, em 1925.
  • Serviu o Teatro Nacional de 1937 a 1975, de secretário a diretor-geral.
  • O seu único filme como realizador, Νυχτερινή περιπέτεια (Aventura Noturna), estreou em 1954.
  • Foi eleito para a Academia de Atenas em 1974.

Obras principais

Título gregoTítuloAno
Ο ξεχασμένοςO Esquecido (contos)1925
Αυτοκράτωρ ΜιχαήλO Imperador Miguel (peça)1936
Η μενεξεδένια πολιτείαA Cidade Violeta1937
Πριγκηπέσσα ΙζαμπώA Princesa Isabeau1945
Δίχως θεόSem Deus1951
Ελληνική εποποιία 1940–1941A Epopeia Grega 1940–19411964

Uma frase para reter

Η μενεξεδένια πολιτεία

I menexedeni politeia

A Cidade Violeta

Title of his 1937 novel, after the ancient epithet of Athens, «ιοστέφανος» (violet-crowned)
C1

Ler sobre Angelos Terzakis em grego (C1)

Palavras do texto

  • agitado, turbulento
  • identidade
  • aprofundamento, profundidade
  • suspenso, em suspenso
  • desmorono
  • passa-se, decorre
  • reflexão, meditação
  • recompenso

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