O Πιστοποιητικό Ελληνομάθειας (certificado de conhecimento do grego) é o único diploma oficial de grego moderno reconhecido pelo Estado grego. É emitido pelo Κέντρο Ελληνικής Γλώσσας (ΚΕΓ, Centro da Língua Grega), organismo público sediado em Salónica sob tutela do Ministério da Educação grego. As provas realizam-se uma vez por ano, na primavera, em centros de exame acreditados na Grécia e em todo o mundo. Este guia explica o que contém o exame, a quem serve e como preparar-se de forma realista.
Os seis níveis
Desde 2011 o certificado segue a escala do Quadro Europeu Comum de Referência, com letras gregas: Α1, Α2, Β1, Β2, Γ1, Γ2. O nível Α1 existe em duas variantes, uma para crianças (8-12 anos) e outra para adolescentes e adultos.
| Nível | O que atesta |
|---|---|
| Α1 | Sobrevivência elementar: apresentar-se, compreender frases muito simples do quotidiano. |
| Α2 | Trocas simples e diretas: compras, família, ambiente imediato. |
| Β1 | Autonomia em viagem: narrar, exprimir uma opinião simples, captar o essencial de textos correntes. |
| Β2 | À vontade: conversa espontânea com nativos, textos complexos, argumentação. |
| Γ1 | Uso eficaz: textos longos e exigentes, expressão fluida na vida social e profissional. |
| Γ2 | Domínio próximo do nativo: nuances finas, registos variados, textos especializados. |
O formato das provas
Em cada nível avaliam-se separadamente quatro competências:
- Compreensão oral (κατανόηση προφορικού λόγου): diálogos, anúncios, excertos áudio com perguntas.
- Compreensão escrita (κατανόηση γραπτού λόγου): textos de dificuldade crescente, perguntas de escolha múltipla e de correspondência.
- Produção escrita (παραγωγή γραπτού λόγου): de uma mensagem curta nos níveis Α a textos argumentados nos níveis Γ.
- Produção oral (παραγωγή προφορικού λόγου): entrevista com o examinador, muitas vezes em pares de candidatos.
Nos níveis superiores acrescenta-se uma prova específica de uso da língua (χρήση της γλώσσας): gramática, vocabulário e registos testados sistematicamente. É muitas vezes ela que separa os candidatos. Para passar é preciso atingir o limiar exigido em cada prova.
Quem precisa dele
- Estudos na Grécia ou em Chipre: o Β2 é o passaporte clássico para se inscrever numa universidade grega sem exame de língua adicional.
- Vida profissional: algumas profissões regulamentadas e o setor público grego exigem um nível atestado, muitas vezes Γ1 ou superior.
- Processos administrativos: é pedido um comprovativo de grego em certos processos de residência ou naturalização — verifique o nível exigido junto da administração competente.
- Objetivo pessoal: para a diáspora e para quem gosta da Grécia é um marco motivador que estrutura o estudo.
As inscrições abrem alguns meses antes das provas; as datas e as taxas variam de ano para ano — consulte o site oficial do ΚΕΓ.
Como preparar-se, nível a nível
- Α1-Α2: a regularidade prevalece sobre a intensidade. Vinte minutos por dia de leitura fácil e escuta bastam. A armadilha clássica: descurar a escrita porque «o nível é fácil» — a ortografia grega exige prática desde o início.
- Β1-Β2: é o patamar mais longo. É preciso passar da língua estudada à língua vivida: ler textos autênticos adaptados, escrever todas as semanas e falar com regularidade.
- Γ1-Γ2: trabalhe de forma dirigida os registos (jornalístico, administrativo, literário), as expressões idiomáticas e a χρήση γλώσσας. Neste nível a preparação específica ao formato faz uma diferença real.
Em todos os níveis o conselho mais rentável é o mesmo: faça simulados em condições reais.
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