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Η προκυμαία και ο Λευκός Πύργος της Θεσσαλονίκης σε φωτογραφία του 1907· στη Θεσσαλονίκη γεννήθηκε η Μάτση Χατζηλαζάρου το 1914. Φωτογραφία του τόπου, όχι πορτρέτο της ποιήτριας.
Η προκυμαία και ο Λευκός Πύργος της Θεσσαλονίκης σε φωτογραφία του 1907· στη Θεσσαλονίκη γεννήθηκε η Μάτση Χατζηλαζάρου το 1914. Φωτογραφία του τόπου, όχι πορτρέτο της ποιήτριας. · Alfred Van Den Brule · Public domain · Wikimedia Commons

B2Grécia moderna · Poetisa; tradutora

Matsi Hatzilazarou

Μάτση Χατζηλαζάρου

1914 – 1987 · Salónica · Atenas · Paris

Matsi Hatzilazarou (1914–1987), nascida em Salónica, é muitas vezes chamada a primeira poetisa surrealista grega. Estreou-se em 1944 com Μάης, Ιούνης και Νοέμβρης (Maio, junho e novembro), assinado Matsi Andreou. Depois da guerra viveu anos em Paris e publicou poemas em francês; mais tarde fixou-se de novo em Atenas. Os seus poemas de amor em grego foram reunidos em Ποιήματα 1944–1985 (Poemas 1944–1985).

A vida

Maria Loukia Hatzilazarou, conhecida como Matsi, nasceu em Salónica em janeiro de 1914; o pai, Kleon Hatzilazaros, era homem de negócios. Durante a Primeira Guerra Mundial a família viveu em França e em Itália e, a partir de 1919, fixou-se em Atenas. Em 1934, depois de a família ter perdido a fortuna, os pais morreram com poucos meses de intervalo. Casou três vezes; o terceiro marido, de 1939 a 1943, foi o poeta surrealista Andreas Embirikos.

Em junho de 1944, durante a ocupação alemã, a editora Ikaros publicou o seu primeiro livro com o nome Matsi Andreou. Em dezembro de 1945 partiu para Paris no navio Mataroa, com uma bolsa do Instituto Francês. De 1946 a 1954 viveu ali com o pintor catalão Javier Vilató, sobrinho de Picasso; conheceu o próprio Picasso e começou a escrever em francês.

Regressou a Atenas em 1958 e trabalhou na Organização Nacional de Turismo da Grécia até 1964; depois voltou a Paris. A partir de 1973 viveu de novo em Atenas, nas relações públicas do Banco Comercial da Grécia. Em 1984 falou da sua vida e leu poemas no filme de Frida Liappa para a série da ERT Γυναικεία πορτραίτα (Retratos de mulheres). Morreu em Atenas a 16 de junho de 1987.

A obra

Μάης, Ιούνης και Νοέμβρης (Maio, junho e novembro, 1944) inaugurou uma nova coleção de poesia grega moderna da Ikaros, onde pouco depois saiu também Μπολιβάρ (Bolívar), de Nikos Engonopoulos. O livro apareceu quando os críticos dos jornais troçavam do surrealismo, e o crítico Michail Rodas atacou também os seus poemas. Mais tarde contou que os escreveu quase sem parar e que depois os cortou e mudou vezes sem conta, até restar algo mínimo, «como o caroço da azeitona».

As suas línguas devem ser distinguidas. Em Paris publicou dois livros em francês na pequena editora de Guy Lévis Mano: Cinq fois (Cinco vezes, 1949) e La Frange des mots (A franja das palavras, 1954). Traduziu também canções populares gregas para francês em Chants populaires des Grecs (1951). Em grego escreveu Κρυφοχώρι (Aldeia escondida, 1951), e os seus poemas gregos foram reunidos em Έρως μελαχρινός (Eros moreno, 1979). 7 × 3 (1984) reúne textos em grego, francês e inglês, e Το δίχως άλλο (Sem falta, 1985) foi o seu último livro.

Os seus poemas são breves, sensuais e cheios de imagens surpreendentes do corpo, da natureza e das coisas do dia a dia. Ela própria chamava à sua escrita pós-surrealista (μεταϋπερρεαλιστικό).

O legado na Grécia de hoje

Durante muito tempo Hatzilazarou teve poucos leitores, mas o interesse cresceu desde a sua morte. A Ikaros mantém Ποιήματα 1944–1985 à venda; Christos Daniil publicou em 2012 uma biografia ilustrada, e em 2013 saíram as suas cartas de Paris para Embirikos (1946–1947). Em 2022 a revista literária Χάρτης (Chartis) dedicou-lhe uma grande homenagem, que falava também de um espetáculo de teatro baseado nos seus poemas. Segundo o jornalista Stathis Tsangarousianos, Manos Hadjidakis chamou à sua obra «uma poesia de mulher, toda paixão».

Experimente: leia em voz alta o título grego Μάης, Ιούνης και Νοέμβρης, escreva ao lado as formas formais Μάιος, Ιούνιος e Νοέμβριος e diga uma data sua, por exemplo «Γεννήθηκα στις 3 Μαΐου» (nasci a 3 de maio).

Sabia que…?

  • Dizia ser trilíngue: por causa das mudanças dos pais aprendeu primeiro inglês, depois italiano, e grego só ao regressar à Grécia.
  • Os seus pensamentos metafísicos e filosóficos, dizia, chegavam-lhe em francês, e muitas vezes procurava em vão a palavra grega.
  • Preferia o tratamento informal εσύ (tu) ao formal εσείς (o senhor/a senhora), a que chamava «um passo para a amizade».
  • A capa do seu primeiro livro tinha uma xilogravura a quatro cores dos pintores Diamantopoulou e Manousakis.

Obras principais

Título gregoTítuloAno
Μάης, Ιούνης και ΝοέμβρηςMaio, junho e novembro1944
Cinq foisCinco vezes (em francês)1949
ΚρυφοχώριAldeia escondida1951
La Frange des motsA franja das palavras (em francês)1954
Έρως μελαχρινόςEros moreno1979
Το δίχως άλλοSem falta1985

Uma frase para reter

Ψάχνεις τις σωστές λέξεις. Κι αυτό είναι ποίηση.

Psáchnis tis sostés léxis. Ki aftó íne poíisi.

Procuras as palavras certas. E isso é poesia.

Μάτση Χατζηλαζάρου, συνέντευξη στον Στάθη Τσαγκαρουσιάνο, Ελευθεροτυπία (λίγο μετά το «Έρως μελαχρινός», 1979)· αναδημοσίευση LiFO, 2023
B2

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Palavras do texto

  • coletânea
  • quotidiano, corrente
  • oficial, formal
  • pseudónimo
  • bolsa de estudo
  • entrevista
  • reúno, junto
  • caroço

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