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B2Grécia moderna · Arqueólogo

Spyridon Marinatos

Σπυρίδων Μαρινάτος

1901 – 1974 · Lixouri, Cefalónia; Creta; Atenas; Santorini

Spyridon Marinatos (Σπυρίδων Μαρινάτος, 1901–1974) foi o arqueólogo grego que primeiro defendeu que a grande erupção do vulcão de Tera (Santorini), na Idade do Bronze, tinha atingido a Creta minoica. Em 1967 começou a escavar em Akrotiri, em Santorini, e pôs a descoberto uma cidade inteira soterrada sob cinza vulcânica, com casas de dois e três pisos e as célebres pinturas murais hoje admiradas em Atenas e em Fira. Morreu no local em 1974 e está ali sepultado.

A vida

Marinatos nasceu a 17 de Novembro de 1901 (4 de Novembro pelo calendário antigo) em Lixouri, na ilha de Cefalónia. Estudou na Universidade de Atenas e mais tarde em Berlim e em Halle, na Alemanha; em 1919, ainda estudante, entrou para o Serviço Arqueológico grego. Foi enviado para Creta, onde em 1929 se tornou éforo das antiguidades e director do Museu de Heraclião (até 1937), casa das grandes colecções minoicas. Em Creta escavou muitos sítios, entre eles, em 1932, Amnisos, o antigo porto de Cnossos, onde encontrou uma vila minoica decorada com pinturas de lírios e, nas ruínas, uma camada de pedra-pomes, a pedra vulcânica leve lançada pelas erupções.

Em 1939 tornou-se professor de arqueologia na Universidade de Atenas e, no mesmo ano, escavou nas Termópilas, onde na pequena colina de Kolonos encontrou pontas de flecha da última resistência de Leónidas e dos seus espartanos em 480 a.C. Depois da guerra trabalhou na Messénia, na região de Pilos, e em Maratona, e em 1955 foi eleito membro da Academia de Atenas. Em 1967 iniciou a escavação que coroou a sua carreira, em Akrotiri, em Santorini. No mesmo ano os coronéis tomaram o poder na Grécia, e Marinatos aceitou a oferta da junta para dirigir o serviço arqueológico como inspector-geral, cargo que ocupou até Janeiro de 1974 e pelo qual foi criticado. A 1 de Outubro de 1974, enquanto trabalhava em Akrotiri, caiu de um muro e morreu. Foi sepultado, como desejara, dentro do sítio que tinha trazido à luz; em 2005 o seu túmulo foi transferido para junto da entrada sul.

A obra

A primeira grande ideia de Marinatos nasceu da pedra-pomes de Amnisos. Num artigo publicado em 1939 na revista britânica Antiquity, «The Volcanic Destruction of Minoan Crete» (A destruição vulcânica da Creta minoica), propôs que a explosão do vulcão de Tera, cerca de 110 quilómetros a norte de Creta, tinha lançado cinza, sismos e maremotos contra as costas minoicas e contribuído para derrubar a civilização de Cnossos. A teoria tornou-o famoso. Hoje os cientistas datam a erupção de cerca de 1600 a.C., antes da queda final dos palácios minoicos, pelo que a ligação é menos directa do que ele pensava, mas a erupção continua a ser vista como um dos grandes acontecimentos da Idade do Bronze egeia.

Para testar a teoria escolheu Akrotiri, no sul de Santorini, onde agricultores tinham encontrado muros antigos. A partir de 1967 a sua equipa revelou uma próspera cidade da Idade do Bronze, soterrada pela erupção e preservada sob metros de cinza: ruas, praças, casas de dois e três pisos, talhas de armazenamento, móveis cuja forma sobreviveu como cavidades na cinza. Ao contrário de Pompeia, quase não se encontraram corpos; os habitantes parecem ter fugido a tempo. Acima de tudo, as paredes estavam cobertas de pinturas: Η Άνοιξη (A Primavera), com lírios vermelhos e andorinhas, dois rapazes a lutar boxe, um jovem pescador a segurar a sua pescaria e um longo friso em miniatura que mostra uma frota a navegar entre cidades portuárias. Estes frescos mudaram a nossa imagem da arte egeia. Marinatos publicou os resultados ano após ano nos seus relatórios, Excavations at Thera (Escavações em Tera).

O legado na Grécia de hoje

Akrotiri é hoje um dos sítios arqueológicos mais visitados da Grécia, protegido por uma grande cobertura moderna; ao percorrer as suas ruas antigas passa-se perto do túmulo de Marinatos, junto à entrada. Muitas das pinturas murais estão no Museu Arqueológico Nacional de Atenas e no Museu da Tera Pré-histórica, em Fira, e o fresco da Primavera, com as suas andorinhas, aparece em cartazes, capas de livros e lembranças. A escavação continuou após a sua morte sob a direcção do colega Christos Doumas. Quem visita Santorini ouve muitas vezes a história, associada por Marinatos e outros, de que a destruição de Tera está por trás da lenda platónica da Atlântida. Em Lixouri, onde nasceu, é lembrado como um dos filhos ilustres de Cefalónia.

Sabia que…?

  • Sugeriu pela primeira vez a ligação entre a erupção de Tera e a Creta minoica num artigo de 1939.
  • Nas Termópilas encontrou, na colina de Kolonos, pontas de flecha da batalha de 480 a.C.
  • Quase não se encontraram restos humanos em Akrotiri, o que sugere que os habitantes fugiram antes da erupção.
  • Morreu em Akrotiri em 1974, depois de uma queda durante a escavação, e está sepultado dentro do sítio.

Obras principais

Título gregoTítuloAno
Ανασκαφή στην Αμνισό της ΚρήτηςEscavação de Amnisos, Creta1932
«The Volcanic Destruction of Minoan Crete»A destruição vulcânica da Creta minoica (artigo, Antiquity)1939
Ανασκαφή στις Θερμοπύλες (λόφος Κολωνού)Escavação das Termópilas (colina de Kolonos)1939
Ανασκαφή στο Ακρωτήρι της ΘήραςEscavação de Akrotiri, Tera (Santorini)1967–1974
Excavations at TheraEscavações em Tera (relatórios anuais)1968–1976

Uma frase para reter

Ένα πρωτότυπον μουσείον-ανασκαφή, όπου ο επισκέπτης θα βλέπη μίαν προϊστορικήν Πομπηίαν.

Ena prototypon mouseion-anaskafi, opou o episkeptis tha vlepi mian proistorikin Pompiian.

Um original museu-escavação, onde o visitante verá uma Pompeia pré-histórica.

Marinatos on his plan for Akrotiri (1967), quoted in «Θησαυρός από τις ανασκαφές στη Σαντορίνη», Ιστορικό Λεύκωμα 1967, Η Καθημερινή (1997)
B2

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Palavras do texto

  • arqueólogo
  • ruínas
  • erupção, explosão
  • civilização
  • escavação
  • soterrado
  • cinza
  • habitante

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