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Patras viewed from its fortress (2008), Maria Laina’s birthplace.
Patras viewed from its fortress (2008), Maria Laina’s birthplace. · Eusebius · CC BY 3.0 · Wikimedia Commons

B2Grécia moderna · Poeta, dramaturga e tradutora

Maria Laina

Μαρία Λαϊνά

1947 – 2023 · Patras · Atenas

Maria Laina foi uma poeta, dramaturga e tradutora grega nascida em Patras em 1947. A escrita combina imagens concentradas e atenção ao som das palavras. Também ensinou língua grega e poesia. Para estudantes, a procura paciente de um adjetivo oferece um início prático: comparar o que a palavra descreve, quantas sílabas tem e como altera o sentido de uma frase.

A vida

Maria Laina nasceu em Patras em 1947 e licenciou-se em Direito na Universidade de Atenas. A vida profissional desenvolveu-se em torno da literatura e das artes: traduziu ensaios e ficção, editou livros, preparou programas de rádio e televisão e ensinou grego, poesia e tradução. O ensino do grego moderno colocou a passagem prática entre línguas ao lado da escrita própria.

A primeira coletânea poética, Ενηλικίωση (A idade adulta), apareceu em 1968. Seguiram-se, entre outras, Επέκεινα (Além, 1970), Σημεία στίξεως (Sinais de pontuação, 1979) e Δικό της (Dela, 1985). Foi membro fundadora da Sociedade de Autores e participou na vida literária grega com crítica, traduções e antologias, além de poesia e teatro. Traduziu textos de T. S. Eliot e Ezra Pound.

Ρόδινος φόβος (Medo cor-de-rosa, 1992) recebeu o Prémio Estatal de Poesia em 1993. Σε τόπο ξερό (Num lugar seco, 2015) reuniu oito obras poéticas de 1970 a 2012. Mais tarde publicou a novela Τι όμορφη που είναι η ζωή (Como a vida é bela, 2020). O Grande Prémio Estatal das Letras 2022, anunciado em 2023, reconheceu a sua contribuição global. Morreu em Atenas em dezembro de 2023.

A obra

A poesia de Laina faz muitas vezes uma pequena imagem carregar um grande movimento emocional. Em Δ΄ Θριαμβικό (Quarto triunfal), de Επέκεινα (Além, 1970), uma voz dirige-se a alguém amado perante a possibilidade da morte. Vento, primavera e chuva tornam a lembrança sensível. Repetição e interpelação direta unem o poema e dão-lhe movimento reconhecível sem longa narrativa explicativa.

Os livros atravessam também formas literárias. Μικτή τεχνική (Técnica mista, 2012) traz o vocabulário das artes visuais a um título poético. Σε τόπο ξερό (Num lugar seco, 2015) permite ler juntas várias décadas de poemas. No teatro, Το δέντρο (A árvore), levado à cena em 2013, apresenta pessoas que veem e tratam de modo diferente a mesma árvore. Laina relacionava esses olhares com oposição humana, amizade inesperada e absurdo.

Na entrevista à Bookpress em 2013, explicou que concluir um texto era encontrar o ritmo dele e permitir que encontrasse o dela. Recordou uma semana à procura de um adjetivo de quatro sílabas com determinada acentuação. Esta atenção à forma da palavra une som, gramática e sentido no mesmo ato de escrever.

O legado na Grécia de hoje

Laina ligou poesia grega, teatro, tradução e ensino da língua. O seu exemplo torna a escolha cuidada de palavras uma prática útil. Depois do texto adaptado, escreva ο κήπος είναι ήσυχος e substitua ήσυχος por αμίλητος. Conte as sílabas: três e quatro. Explique por que «sossegado» descreve diretamente um jardim enquanto «mudo» lhe dá uma qualidade humana. Leia as frases e note o ritmo diferente. Depois escolha um substantivo seu e dois adjetivos concordantes e explique a mudança. São frases originais inspiradas no seu relato da escrita. A tarefa desenvolve concordância, consciência silábica e discussão de sentido literal e figurado em grego moderno.

Sabia que…?

  • Nasceu em Patras em 1947; morreu em Atenas em dezembro de 2023.
  • Medo cor-de-rosa saiu em 1992 e recebeu o prémio estatal de poesia em 1993.
  • O volume reunido de 2015 cobre poemas de 1970–2012.
  • O grande prémio estatal das letras 2022 foi anunciado em 2023.

Obras principais

Título gregoTítuloAno
ΕνηλικίωσηA idade adulta1968
ΕπέκειναAlém1970
Ρόδινος φόβοςMedo cor-de-rosa1992
Μικτή τεχνικήTécnica mista2012
Σε τόπο ξερό. Ποιήματα 1970–2012Num lugar seco — poemas reunidos 1970–20122015

Uma frase para reter

Όταν έχω βρει το ρυθμό του κι αυτό τον δικό μου.

Otan echo vrei to rythmo tou ki afto ton diko mou.

Quando encontrei o seu ritmo e o texto encontrou o meu.

Maria Laina, interview with Kostas Agorastos, Bookpress, 15 November 2013
B2

Ler sobre Maria Laina em grego (B2)

Palavras do texto

  • sílaba
  • adjetivo
  • jardim
  • imagem
  • substituo
  • conto
  • literal
  • figurado

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