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Demétrio Eginitis
Unknown author · Public domain · Wikimedia Commons

B1Grécia moderna · Astrónomo

Demétrio Eginitis

Δημήτριος Αιγινήτης

1862 – 1934 · Atenas; Paris

Dimitrios Eginitis (Δημήτριος Αιγινήτης, 1862–1934), em português também Demétrio Eginitis, foi o astrónomo que transformou o Observatório Nacional de Atenas, um edifício bonito mas abandonado na Colina das Ninfas, numa instituição científica a funcionar, com os primeiros serviços modernos de meteorologia e sismologia da Grécia. Defendeu também a passagem do calendário juliano para o gregoriano, que a Grécia adotou em 1923, e foi membro da Academia de Atenas desde a sua fundação em 1926 e seu presidente em 1929.

A vida

Eginitis nasceu em Atenas em 1862. Depois da escola Varvakeio estudou matemática na Universidade de Atenas, e o Estado enviou-o depois a Paris para se especializar em astronomia, numa época em que a França era um dos grandes centros desta ciência. Em 1890 regressou à Grécia para ser diretor do Observatório Nacional de Atenas (Εθνικό Αστεροσκοπείο Αθηνών), e a partir de 1896 foi também professor de astronomia e meteorologia na Universidade. Ocupou o cargo de diretor durante mais de quatro décadas.

O Observatório fora fundado em 1842 graças a um donativo do banqueiro Georgios Sinas, num elegante edifício do arquiteto dinamarquês Theophil Hansen perto da Acrópole. Quando Eginitis chegou, tinha poucos instrumentos e pouca atividade. Reorganizou-o de alto a baixo, encontrou dinheiro junto de doadores e do Estado, trouxe novos telescópios e equipamento e criou novos departamentos.

Foi também ativo na vida pública. Foi duas vezes ministro da Educação, em 1917 e em 1926, escreveu artigos e livros de divulgação sobre astronomia e o clima da Grécia, e pressionou o Estado durante décadas para reformar o calendário. Em 1926 tornou-se um dos primeiros membros da Academia de Atenas (Ακαδημία Αθηνών), que presidiu em 1929 e de que foi secretário-geral até 1933. Morreu em Atenas a 14 de março de 1934.

A obra

A grande realização de Eginitis foi dar à Grécia uma infraestrutura científica. Sob a sua direção, o Observatório iniciou observações meteorológicas sistemáticas em todo o país, a base do futuro serviço meteorológico nacional, e ele estudou e escreveu sobre o clima de Atenas e da Grécia. Organizou também um serviço sismológico, essencial num dos países mais sísmicos da Europa, para que os abalos pudessem ser registados e estudados, e não apenas temidos. Na própria astronomia modernizou os instrumentos e pôs a Grécia em contacto com a comunidade científica internacional.

O seu legado mais visível no dia a dia é o calendário. Até 1923 a Grécia ainda usava o velho calendário juliano, que então estava treze dias atrasado em relação ao calendário gregoriano da Europa Ocidental. Isto criava uma confusão sem fim no comércio, na diplomacia e na ciência. Eginitis defendeu durante anos que o país devia mudar, e em 1923 o Estado finalmente fê-lo: o dia seguinte a 15 de fevereiro de 1923 foi declarado 1 de março. No ano seguinte a Igreja da Grécia adotou um calendário revisto para as festas fixas, mantendo porém a data tradicional da Páscoa. Uma minoria de fiéis recusou a mudança e segue ainda hoje o «calendário antigo»; são chamados παλαιοημερολογίτες (paleocalendaristas).

O legado na Grécia de hoje

O Observatório Nacional de Atenas é hoje um dos principais centros de investigação da Grécia, com institutos de astronomia, geodinâmica e investigação ambiental, e as suas estações meteorológicas continuam a fazer parte dos boletins do tempo que os Gregos ouvem nas notícias. O velho edifício da Colina das Ninfas, em frente à Acrópole, acolhe um museu e um centro de visitantes, onde se pode, à noite, espreitar por um telescópio histórico. Sempre que um grego fala do «novo calendário» (νέο ημερολόγιο) ou do «calendário antigo» (παλαιό ημερολόγιο), está a falar de uma mudança pela qual Eginitis lutou. Há ruas em Atenas e noutras cidades com o seu nome.

Sabia que…?

  • Dirigiu o Observatório Nacional de Atenas durante mais de quarenta anos, de 1890 até à sua morte.
  • Na Grécia, a 15 de fevereiro de 1923 seguiu-se diretamente o 1 de março de 1923.
  • Foi membro da Academia de Atenas desde o seu primeiro ano, 1926, e seu presidente em 1929.
  • Organizou também os primeiros registos de sismos na Grécia, um dos países mais sísmicos da Europa.

Obras principais

Título gregoTítuloAno
Διευθυντής του Εθνικού ΑστεροσκοπείουDiretor do Observatório Nacional de Atenas1890
Καθηγητής Αστρονομίας και Μετεωρολογίας στο Πανεπιστήμιο ΑθηνώνProfessor de Astronomia e Meteorologia, Universidade de Atenas1896
Δίκτυα μετεωρολογικών και σεισμολογικών σταθμώνRedes nacionais de estações meteorológicas e sísmicasfrom the 1890s
Το νέο (Γρηγοριανό) ημερολόγιοO novo calendário (gregoriano)1923
Μέλος και πρόεδρος της Ακαδημίας ΑθηνώνMembro (1926) e presidente (1929) da Academia de Atenas1926–1929

Uma frase para reter

Νέο ημερολόγιο

Neo imerologio

O novo calendário

What Greeks still call the Gregorian calendar adopted in 1923, the reform Eginitis argued for
B1

Ler sobre Demétrio Eginitis em grego (B1)

Palavras do texto

  • astrónomo
  • diretor
  • edifício
  • instrumento
  • tempo (meteorológico)
  • sismo, terramoto
  • calendário
  • estrela

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